
Além da área de buscas, de cerca de 54 quilômetros quadrados – marcada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, o Rio Mearim e vários lagos –, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram a varredura no Lago Limpo, local por onde as crianças teriam passado. Esta semana, sete bombeiros e dois cães farejadores foram enviados pelo estado do Pará para apoio nas buscas. O Ceará também enviou um efetivo de cinco bombeiros e quatro cães farejadores.
Ao todo, cerca de 500 pessoas entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, das forças de segurança do estado como Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, Exército, quilombolas e voluntários participam da ação para localizar as crianças. Um aplicativo de geolocalização é usado para mapear as rotas percorridas pelas equipes.
O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, órgão da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11) aprofundando as investigações. Entre as pessoas ouvidas está Anderson Kauan, que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento. Anderson disse ter deixado os dois no local enquanto buscava ajuda. Ao ser encontrado, Anderson estava debilitado e sem roupas. Exames atestaram que ele não foi abusado sexualmente.
Profissionais do instituto responsáveis por perícias psicológicas e sociais também ouviram familiares das crianças na tentativa de auxiliar nas buscas.
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