
Segundo a CNI, a perda de ritmo do emprego se intensificou a partir de setembro, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.
Principais números da indústria em novembro:
- Faturamento real: alta de 1,2% em relação a outubro;
- Emprego industrial: queda de 0,2%, terceira retração consecutiva;
- Emprego desde setembro: recuo acumulado de 0,6%;
- Emprego no ano: alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025.
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego reagiu à melhora da atividade iniciada em 2023 e que teve seu auge em 2024, mas começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado.
“Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado”, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.
Mercado de trabalho: alívio pontual, ano negativo
Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho tiveram melhora em novembro, após uma sequência de resultados negativos, mas seguem acumulando perdas no ano.
Massa salarial real:
- Alta de 1,5% em novembro, após quatro quedas seguidas;
- Queda de 2,3% no acumulado do ano.
Rendimento médio real:
- Aumento de 1,6% no mês;
- Recuo de 4% de janeiro a novembro.
Perda de fôlego
Apesar do crescimento do faturamento em novembro, a atividade industrial segue mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.
Faturamento acumulado em 2025:
- Alta de apenas 0,3%
Horas trabalhadas na produção:
- Queda de 0,7% em novembro;
- Alta de 0,9% no acumulado do ano.
Utilização da Capacidade Instalada (UCI):
- Recuo de 0,6 ponto percentual em novembro, para 77,5%;
- 2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.
Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.
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