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    postado em 10/03/2026 18:16

    Laudo necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana apontou lesões contundentes na face e na região cervical da vítima.

    Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha. O laudo tem data do último sábado (7), um dia depois da exumação do corpo da PM.

    No laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, no dia seguinte à morte de Gisele, já havia menção a lesões na face e no pescoço, na lateral direita.

    Na ocasião, o médico legista havia descrito estigmas digitais, ou seja, lesões equimóticas, formato arredondado e compatíveis com pressão digital. Já em relação ao estigma ungueal, causado por unha, a descrição indicava lesão superficial em formato meia-lua.

    Ambos os laudos apontam que a morte decorreu de traumatismo cranioencefálico grave por disparo de projétil de arma de fogo.

    Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a autoridade policial aguarda os laudos referentes à reconstituição e exumação do corpo da vítima. A pasta acrescentou que detalhes serão preservados, devido ao sigilo judicial imposto.

    A policial militar foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite. Ele estava no local e reportou o caso às autoridades como suicídio.

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