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    postado em 09/04/2026 17:24

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Conheça mais detalhes das novas legislações. 

    Monitoramento eletrônico de agressores 

    O PL 2.942/2024 altera a Lei Maria da Penha para estabelecer a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma em casos de violência doméstica. 

    Atualmente, a Lei Maria da Penha autoriza o monitoramento apenas como opção. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança alertando sobre a aproximação do agressor.

    Segundo o Palácio do Planalto, os objetivos da nova lei são: 

    • Aumento da capacidade de controle do cumprimento das medidas protetivas, 
    • Redução do tempo de resposta em situações de risco 
    • Possibilidade de atuação preventiva com base em geolocalização.

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    Tipificação do crime de vicaricídio

    O PL 3.880/2024 inclui a violência vicária entre as formas de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha. Essa modalidade de violência é caracterizada pela prática de atos contra terceiros, especialmente filhos, dependentes ou pessoas próximas, com o objetivo de atingir psicologicamente a mulher.

    A proposta também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra

    • Descendente, 
    • Ascendente, 
    • Dependente, 
    • Enteado ou 
    • Pessoa sob guarda ou responsabilidade da mulher, 

    A pena pode ser ampliada caso o crime seja praticado na presença da mulher, contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.

    Combate à Violência contra Mulheres Indígenas

    O PL 1.020/2023 institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. A data será celebrada anualmente no dia 5 de setembro. 

    Embora tenha caráter simbólico, a iniciativa cumpre papel estratégico ao dar visibilidade a uma realidade ainda pouco considerada nas políticas públicas e ao evidenciar a necessidade de abordagens específicas, informou o Palácio do Planalto. 

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