
Nas semifinais da competição, Gustavo Lazaroto, estudante de Agronomia da Universidade Federal de Jataí (Goiás), afirmou que o esporte universitário pode ser um caminho para o futebol profissional.
Essa participação proporciona visibilidade, atraindo a atenção de olheiros e clubes, e recolocando muita gente de volta no radar profissional, afirma o jovem de 22 anos.
Lazaroto também ressalta a importância da disciplina e da responsabilidade inerentes ao futebol: Joguei aqui contra times do Amapá e do Rio Grande do Sul. Os JUBs trazem essa diversidade e a possibilidade de compartilharmos culturas diferentes da nossa. É possível cultivar no esporte o valor da amizade e da troca de experiências. Esses contatos enriquecem tanto a vida pessoal quanto a profissional, construindo uma rede de contatos valiosa, o famoso networking.
Letícia Bastos, dirigente da delegação da Universidade Federal de Jataí, enfatizou que o futebol universitário amplia as possibilidades: Durante estes quatro dias deu para perceber vários talentos por aqui. Sem dúvida, pode ser uma porta de entrada para o mundo profissional, mas o esporte não se esgota apenas nessa frente, pois pode acompanhar o jovem em outras carreiras.
Professora de Educação Física, Letícia relata o crescente debate sobre a adoção de políticas nas universidades públicas que visam incluir cotas para atletas de alto rendimento, em um modelo denominado dupla carreira.
Essa iniciativa, semelhante a outras políticas de cotas, permite que os alunos-atletas participem de competições de alto nível e, simultaneamente, sigam seus cursos de graduação. A Universidade Estadual de Maringá [UEM] e a Universidade de Brasília [UnB] têm sido pioneiras e lideram essas discussões. Eu, lá no interior goiano, estou acompanhando esses fóruns e espero que possamos ampliar esta política para outras universidades pelo Brasil, concluiu.
*O jornalista viajou a convite da CBDU.
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