
Agência Brasil: O esporte também promove o intercâmbio cultural?
Luciano Cabral: Sim, com certeza, e especialmente o universitário, por estar inserido no ambiente acadêmico. Os participantes são estudantes com sede de conhecimento. Essa troca permite que conversem sobre modalidades, profissões e a história de cada região.
Agência Brasil: Como está a situação do esporte universitário mundial diante de conflitos e guerras atuais?
Luciano Cabral: O esporte sempre foi um instrumento de paz. Enxergamos as dificuldades como oportunidades de levar essa mensagem. Jovens estudantes não desejam o conflito. No ambiente esportivo, tentamos reunir a todos, independentemente de religião ou posicionamento político. É fascinante ver que, dentro de quadra ou na piscina, atletas de países em conflito convivem harmoniosamente. Nosso desafio é manter o calendário internacional: temos 32 mundiais planejados, sendo cinco em áreas delicadas. Queremos garantir a participação de todos para mostrar que a conexão é possível.
Agência Brasil: O esporte pode servir à diplomacia?
Luciano Cabral: Temos exemplos icônicos. Pelé interrompeu uma guerra. O esporte é um instrumento de paz contínuo. Queremos que esses jovens levem essa inspiração para a vida e se tornem líderes que preservem esses valores no futuro.
Agência Brasil: No próximo ano, a Coreia do Sul sediará os Jogos Mundiais Universitários. O que esperar desse evento em termos de infraestrutura e participação?
Luciano Cabral: A Coreia [do Sul] está preparando um evento que deve retomar o patamar de segundo maior evento esportivo do mundo. A Vila Olímpica, os estádios e os ginásios já estão prontos e são impressionantes, rivalizando até com a infraestrutura das Olimpíadas de Los Angeles 2028. Esperamos mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes na vila. Será o grande momento de reposicionamento do esporte universitário global após os desafios da pandemia.
* Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju à convite da CBDU.
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