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    postado em 29/04/2026 19:11

    As micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional terão que emitir notas fiscais de serviço por um sistema único em todo o país a partir de 1º de setembro. A mudança obriga o uso exclusivo do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), substituindo os sistemas próprios de cada município.

    Definida por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), a regra tem como objetivo padronizar a emissão de notas fiscais, reduzir burocracia e integrar dados tributários entre União, estados e municípios.

    Atualmente, cada cidade pode ter um modelo diferente de emissão de nota fiscal de serviço. Com a nova norma, todas as empresas do Simples passarão a usar o mesmo sistema, independentemente de onde atuam.

    O que muda na prática?

    A principal alteração é a obrigatoriedade de usar apenas o sistema nacional para emitir notas fiscais de serviços.

    Quem será afetado:

    •     Microempresas (ME)
    •     Empresas de Pequeno Porte (EPP)
    •     Empresas com pedido de adesão ao Simples ainda em análise
    •     Negócios em disputa administrativa ou com pendências, se houver possibilidade de enquadramento

    Mesmo quem ainda não está formalmente no Simples pode ter que seguir a regra.

    A mudança vale apenas para:

    •     Operações com mercadorias (tributadas pelo ICMS) não entram na regra
    •     Esses casos continuam seguindo sistemas estaduais ou próprios

    Por que o governo fez isso?

    A ideia é tornar o sistema mais simples e integrado.

    Hoje:

    •     Cada município tem seu próprio modelo
    •     Empresas que atuam em várias cidades precisam usar sistemas diferentes

    Com a padronização:

    •     A emissão será feita em um único ambiente nacional
    •     Os dados serão automaticamente compartilhados com os fiscos

    Principais benefícios:

    •     Padronização nacional: a mesma nota será válida em qualquer cidade do país
    •     Menos burocracia: empresas deixam de lidar com vários sistemas diferentes
    •     Integração de dados: informações fiscais serão compartilhadas entre União, estados e municípios

    Facilidade tecnológica:

    •     Emissão via portal online
    •     Integração com API das empresas. As API são interfaces tecnológicas que conectam diferentes sistemas financeiros

    O que esperar

    Segundo o governo, a medida deve facilitar o cumprimento de obrigações fiscais, principalmente para empresas que prestam serviços em mais de um município.

    Ao mesmo tempo, amplia o controle do Fisco sobre as operações e melhora a organização das informações tributárias no país.

    A mudança faz parte de um movimento maior de digitalização e padronização do sistema tributário brasileiro.

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