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    postado em 30/04/2026 13:20

    Os roubos de veículos no estado de São Paulo tiveram queda de 37,3% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2025. De janeiro a março foram 4.355 casos.

    Quando analisados só os furtos, a queda foi de 11,3%, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, totalizando 19.998 registros. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP).

    Segundo o delegado da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Divecar), do Deic, Paul Verduraz, os resultados são consequência de trabalho planejado e integrado entre Polícia Civil e Polícia Militar, além de outros órgãos municipais e estaduais, com ações voltadas para o combate da receptação de veículos e desmanches clandestinos.

    Em 2025, conseguimos avançar com operações conjuntas e, neste ano, intensificamos ainda mais essa atuação por meio das nossas unidades especializadas. Nosso foco é atingir toda a cadeia criminosa, especialmente o mercado ilegal de peças, que é o principal indutor desses crimes, afirmou.

    De acordo com a SSP-SP, o Programa Muralha Paulista também contribuiu com a queda. Com a tecnologia aplicada ao programa, que conta com câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bancos de dados, foi possível identificar de veículos furtados ou roubados e pessoas procuradas pela Justiça, por meio da leitura de placas e reconhecimento facial.

    A partir da leitura automática de placas, o sistema identifica veículos com registro de furto ou roubo e gera alertas em tempo real. Com isso, equipes de policiamento tem a possibilidade de atuar rapidamente, contribuindo para a prisão de suspeitos e a recuperação dos veículos.

    O coronel da Polícia Militar, Carlos Lucena, explicou que os alertas emitidos pelo programa permitem identificar veículos roubados ou furtados e garantir uma resposta rápida das equipes, o que possibilita a prisão dos infratores e a recuperação dos veículos.

    As quedas são resultado de um trabalho sistêmico integrado, com uso de tecnologia, como câmeras, drones de alta resolução e o programa Muralha Paulista, aliado à gestão operacional do policiamento, ressaltou.

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