Cidades

MAIS LIDAS

    postado em 01/05/2026 15:25

    O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios (roubos seguidos de morte) dos últimos dez anos para o período de janeiro a março.

    Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

    De acordo com o levantamento, a redução dos crimes letais consolida uma tendência de queda ao longo da última década e indica avanço na atuação das forças de segurança.

    Principais números do levantamento:

    • Homicídios dolosos: 7.289 casos em 2026, ante 12.719 em 2016 (queda de 42,7%);
    • Latrocínios: 160 registros em 2026, contra 591 em 2016 (redução de 72,9%).

    A série histórica indica que o resultado atual é o melhor da década para o primeiro trimestre.

    Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os números refletem mudanças na estratégia de enfrentamento à criminalidade, com maior integração entre forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país.

    O levantamento também comparou a evolução dos homicídios nos últimos quatro anos, com as seguintes quedas:

    • Homicídios (20222026): recuo de 9.714 para 7.289 (-25%);
    • Latrocínios (20222026): queda de 308 para 160 (-48,1%).

    Além da queda nos crimes letais, o relatório aponta aumento na atuação das forças de segurança:

    • Mandados de prisão cumpridos: 72.965 em 2026, ante 53.212 em 2022 (alta de 37,1%)

    Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o aumento de investimentos também contribuiu para os resultados.

    O Fundo Nacional de Segurança Pública passou de R$ 970,7 milhões no biênio 20212022 para R$ 1,76 bilhão em 20232024, alta de 80,9%, com aplicação em tecnologia, equipamentos, perícia e formação policial.

    De acordo com Ministério da Justiça e Segurança Pública, a estratégia atual prioriza a integração entre União e estados, o uso de dados para orientar operações e o combate às estruturas financeiras do crime organizado.

    Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:

    Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. Clique aqui e saiba mais.