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    postado em 05/05/2026 11:06

    Um dos atores mais populares da Argentina, Guillermo Francella tornou o filme Homo Argentum (2025) um fenômeno de bilheteria naquele país, atraindo mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas nos primeiros 11 dias em cartaz.

    No longa-metragem, ele se reveza em 16 papéis cômicos, que são a marca de sua trajetória em quatro décadas no cinema portenho. Com uma carreira considerada extraordinária, Francella receberá o Prêmio Platino de Honra, a maior condecoração do cinema ibero-americano, também concedida a Ainda Estou Aqui, em 2025.

    No Brasil, Francella pode ser lembrado pelo seriado Meu querido zelador (2022), mas também por clássicos do cinema argentino como O Segredo de seus Olhos (2009). Na obra-prima premiada com o Oscar de melhor filme estrangeiro, Francella é o assistente do protagonista, papel de Ricardo Darín, que recebeu o Prêmio Platino de Honra antes dele, em 2016.

    Antes do sucesso internacional, no entanto, o humorista de 71 anos já era conhecido dos argentinos, tendo estrelado sucessos na TV e no teatro daquele país. 

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    Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Ator Guillermo Francella em cena do filme Homo Argentum. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
    Ator Guillermo Francella em cena do filme Homo Argentum. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

    O jornalista cultural argentino Federico Frau Barros, professor de Jornalismo na Universidade Nacional de Avellaneda, define:

    Francella é conhecido de qualquer argentino e nos identificamos com ele. Ele representa os distintos momentos da história e da cultura do país.

    Entre os vários momentos, estão o apoio inicial dado por Francella ao governo do presidente argentino ultradireitista Javier Milei, embora o ator tenha mudado de posição, segundo o professor.

    A destruição que o governo Milei fez na cultura e, particularmente, na produção cinematográfica nacional foi tão grande que Francella se tornou um crítico ao desfinanciamento do setor, explicou. 

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    Carreira versátil

    O júri do Prêmio Platino também considera que o portenho possui trajetória consistente.

    "Francella construiu uma obra caracterizada por sua versatilidade e capacidade de transitar naturalmente entre a comédia e o drama, consolidando uma presença essencial no imaginário audiovisual ibero-americano, justifica o júri, em nota à imprensa.

    Os especialistas destacam a atuação dramática de Francella em O Clã (2015), pela qual ganhou o Prêmio Platino de Melhor Ator, em 2016.

    Brasília (DF), 23/04/2026 - Ator argentino, Guillermo Francella.
Foto: Disney+/Divulgação
    Ator argentino Guillermo Francella em Meu Querido Zelador. Foto: Disney+/Divulgação

    Na nota, o júri acrescenta que o ator contribui para o patrimônio cinematográfico ibero-americano, mantendo uma procura por novos desafios interpretativos.

    Professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense especializada em cinema latino-americano, Marina Tedesco destaca ainda a atuação de Francella no filme mexicano Rudo e Cursi (2008), contracenando com Gael García Bernal e Diego Luna.

    Esse reconhecimento celebra a trajetória de décadas de um ator atuando nos mais distintos gêneros, afirmou.

    Por Homo Argentum, filme de Gastón Duprat e Mariano Cohn, Francella disputa também o prêmio Platino de Melhor Ator, concorrendo com Wagner Moura, indicado pela  interpretação em O Agente Secreto (2025).

    O argentino já conquistou o troféu também em 2023, pela série de TV Meu querido zelador, sucesso na Espanha e na América Latina. 

    Argentinos em destaque

    Consagrando o cinema argentino, Francella não está só nos Prêmios Platino. Na disputa de melhor diretora e de melhor atriz ibero-americanas está Dolores Fonzi, que dirigiu e protagonizou Belén: Uma história de injustiça (2025). O longa-metragem acompanha uma jovem presa injustamente por estupro, e Fonzi faz o papel de advogada da vítima. 

    Fonzi é muito respeitada e tem uma excelente trajetória como atriz, analisou Federico Frau Barros.

    Ela agora fez seus primeiros dois filmes muito bem recebidos pela crítica, completou, sobre Belén e a comédia dramática Blondi (2023), também protagonizada pela atriz.

    Disputando 11 categorias, incluindo o troféu de melhor filme ibero-americano, Belén já levou o prêmio de Educação, vencendo Manas, da brasileira Marianna Brennand.

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