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    postado em 13/05/2026 11:35

    O dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para o comércio brasileiro crescer 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esse desempenho terceira alta seguida fez o setor alcançar seu maior patamar.

    Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%.

    As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

    Veja a variação do comércio nos últimos meses:

    • Outubro: 0,5%
    • Novembro: 1%
    • Dezembro: -0,3%
    • Janeiro: 0,5%
    • Fevereiro: 0,7%
    • Março: 0,5%

    O analista da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta, não apagada pelo desempenho de dezembro.

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    Atividades

    Dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram alta na comparação mês e mês:

    1. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7%
    2. Combustíveis e lubrificantes: 2,9%
    3. Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%
    4. Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%
    5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
    6. Tecidos, vestuário e calçados ficou estável: 0%
    7. Móveis e eletrodomésticos: -0,9%
    8. Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%

    O especialista explica que o crescimento na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação, de 5,7%, está relacionada ao comportamento do dólar, que se desvalorizou em relação ao real e fez com que produtos importados ficassem mais baratos.

    Em março, o valor médio da moeda américa era R$ 5,23. Um ano antes, R$ 5,75.

    As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar e, depois, em momentos oportunos, fazem promoções. O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar.

    Santos ressalta que a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%, mesmo com aumento de preço dos combustíveis, provocado pela guerra no Oriente Médio. A demanda não caiu.

    O aumento de preço fez com que as receitas da atividade crescessem 11,4% no mês.

    Supermercados

    O analista apontou que o recuo de 1,4% na atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo  que responde por mais da metade do setor de comércio  pode ser explicado pela inflação.

    Atacado

    No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado  veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo  o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março e marca crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.

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