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    postado em 27/05/2026 17:12

    A Petrobras e a Pemex - empresa estatal mexicana de petróleo e gás - estão em negociação para uma parceria na prospecção e exploração de petróleo em águas profundas no Golfo do México, além de projetos conjuntos de refino e gás. De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a colaboração está sendo articulada entre os governos brasileiro e mexicano.

    Em evento em Manaus (AM), Lula contou que recebeu um telefonema da presidente do México, Claudia Sheinbaum, para manifestar o interesse na parceria. Segundo ele, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, irá ao México para tratar da cooperação. 

    Vamos fazer uma associação com a Pemex e vamos ao Golfo do México para ver se o companheiro Trump vai se meter com a Petrobras prospectando água a 2,5 mil metros [de profundidade], disse Lula, lembrando as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de interferir em países latino-americanos.

    Missões técnicas de ambas as estatais têm sido realizadas no México e no Brasil para avaliar a viabilidade geológica, reservas e adequações regulatórias na região. A Petrobras é muito respeitada no mundo, ressaltou o presidente.

    Investimentos

    Lula participou, em Manaus, de anúncios de investimentos da Petrobras no Amazonas. A empresa investirá mais de R$ 2,8 bilhões para ampliar a produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari (AM), e na construção de embarcações no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, na capital do estado.

    O presidente defendeu que a Petrobras seja utilizada para gerar riqueza e desenvolver o país. Nós temos que utilizar o potencial de uma empresa do porte da Petrobras, que tem ações na bolsa de Nova York, em que o governo pode indicar a direção e o conselho, disse.

    Mas o governo não manda na Petrobras, a gente discute as prioridades do Brasil. Não é o que a Petrobras precisa, é também o que o Brasil precisa. Porque se a gente não fizer as barcaças aqui, a gente não gera emprego, a gente não gera conhecimento tecnológico, a gente não forma bons profissionais, reforçou.

    Para o presidente, com a fabricação das embarcações em solo brasileiro, o país ganha mais autonomia e gera empregos na indústria naval. Segundo ele, esse setor empregava cerca de 16 mil trabalhadores e, nos últimos anos, subiu para 75 mil.

    O minério de ferro é nosso, a siderúrgica é nossa, o estaleiro é nosso, a Petrobras é nossa. Por que a gente tem que comprar dos outros? A gente só compra dos outros aquilo que a gente não tem, não produz, não sabe fazer, mas a gente sabe fazer. Então, por que não gerar a oportunidade para as pessoas virarem profissionais?, argumentou.

    Meu sonho é chegar a 100 mil trabalhadores na indústria naval, porque quem constrói uma barcaça, constrói duas, três, quatro barcaças e a gente não tem que ficar implorando para comprar de fora [...]. E a gente tem débito comercial no transporte marítimo, lembrou.

    Em abril, o gasto com aluguel de equipamentos nas contas externas do país chegou a US$ 1,130 bilhão. Essa rubrica contabiliza o aluguel de itens como maquinários, plataformas e aeronaves pagos a empresas estrangeiras.

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