
Os meteorologistas esperam que esse fenômeno mais intenso traga chuvas excessivas em partes das Américas e condições de calor e seca na Ásia, onde o plantio já está sendo prejudicado, gerando preocupações com o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.
As temperaturas da superfície do mar na região ultrapassaram os limites do El Niño e todos os indicadores atmosféricos apontam para o fenômeno, informou o Serviço de Meteorologia em comunicado.
"As previsões apontam para um El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central", acrescentou.
"Cerca de metade dos modelos indica que esse evento poderá atingir picos entre os mais altos observados desde 1950."
Cientistas afirmaram que as mudanças climáticas intensificarão os efeitos do El Niño deste ano.
O El Niño, um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, está associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, e a temperaturas diurnas mais altas no sul, informou o departamento.
O fenômeno climático é particularmente prejudicial para a Austrália, pois afeta a produção agrícola do país, que está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina.
O último El Niño registrado na Austrália, entre 2023 e 2024, causou o período de três meses mais seco já registrado.
Um dos eventos mais intensos desse tipo, ocorrido em 2015 e 2016, provocou uma seca generalizada e reduziu a produção de grãos e oleaginosas.
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