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    postado em 16/06/2026 21:19

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. O discurso foi feito em Évian, na França, durante a Cúpula do g7, que reúne as principais economias do mundo.

    De acordo com o presidente, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

    Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo, disse Lula. 

    O presidente brasileiro foi convidado para o encontro do G7. Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica, afirmou.

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    Crítica às guerras

    Lula afirmou que, no ano passado, alertou que o Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% do financiamento. A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento, destacou. 

    Ainda sobre os gastos militares anuais, ele lamentou que houve uma soma de quase US$ 3 trilhões. Não são cifras abstratas. Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento. 

    Esses impactos, segundo o presidente, afetam milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada, à educação e à saúde. O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos, afirmou Lula.

    Lula recordou que, em 2003, uma das primeiras tarefas dele como presidente foi participar da Cúpula do então-G8. Desde aquele ano, houve outras nove cúpulas do G8 ou G7. Em todas nos defrontamos com desafios que afetam milhões de pessoas. Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras.

    "Respostas falaciosas"

    Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas.

    Sem citar o nome do empresário Elon Musk, Lula apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

    Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma assimétrica.

    Lula ainda acrescentou que a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para o que seria a direção correta. O desafio não é administrar a escassez. O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.  

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