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    postado em 20/07/2026 10:41

    As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%.

    Na semana passada, o mercado projetava que o IPCA, índice que corresponde à inflação no país, fecharia o ano em 5,16%. Há quatro semanas, a expectativa era uma inflação de 5,33%. Para os anos 2027 e 2028, o boletim projeta inflação em 4,20% e 3,78%, respectivamente.

    Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantiveram estáveis, também na comparação com as últimas semanas.

    PIB e dólar

    Com relação ao Produto Interno Bruto, (PIB - soma de todos os bens e serviços produzidos no país), as projeções do mercado financeiro são as mesmas há 3 semanas: crescimento de 1,99% em 2026. Há quatro semanas, as projeções eram de que a economia brasileira cresceria 1,98% no ano.

    Para 2027, o mercado projeta um crescimento de 1,65% para o PIB. Para 2028, 2%.

    As projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há cinco semanas. A cotação prevista pelo mercado está em R$ 5,20 para o ano; em R$ 5,28 para 2027; e em R$ 5,30 para 2028.

    Taxa Selic

    A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva.

    A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de pelo menos uma redução na atual taxa até o final de 2026.

    A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

    As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

    De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

    De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

    Copom

    Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país o que acaba por estimular a atividade econômica.

    Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.

    Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.

    Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas ajudando a conter pressões inflacionárias.

    Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

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