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    postado em 13/08/2026 10:59

    As vendas no comércio brasileiros cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e fecharam o primeiro semestre com expansão de 1,9%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

    Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, o comércio tem variação positiva de 1,6%. No segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

    Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na manhã desta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026.

    O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000.

    Santos acrescenta que há um efeito estatístico. "Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo."

    Na comparação com meses imediatamente seguidos, apenas um mês de 2026 apresentou recuo de vendas:

    • Janeiro: 0,5%
    • Fevereiro: 0,8%
    • Março: 0,8%
    • Abril: -1,5%
    • Maio: 0,3%
    • Junho: 0,5%

    Inflação perde força e ajuda

    O analista do IBGE explica que um dos fatores que impulsionaram as vendas de junho foi a desaceleração da inflação (0,16% em junho contra 0,58% em maio). Outro elemento foi o aumento no número de pessoas trabalhando (alta de 1,1% entre os meses).

    Metade dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho:

    • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
    • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
    • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
    • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
    • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
    • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
    • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
    • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%

    Atacado

    No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo o indicador recuou 1% de maio para junho e marca avanço de 1,9% no acumulado do semestre. Ao longo de um ano, há variação positiva de 0,8%.

    Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, alcançado em fevereiro de 2026.

    Conjunto da economia

    A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que a produção da indústria recuou 1,8% de maio para junho e avança 1,5% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025. 

    O setor de serviços ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre. 

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