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    postado em 14/08/2026 10:52

    Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Veja quais estados atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional:

    Santa Catarina: 2,1%

    Mato Grosso: 2,2%

    Espírito Santo: 2,3%

    Rondônia: 2,6%

    Mato Grosso do Sul: 2,7%

    Paraná: 3,1%

    Minas Gerais: 3,8%

    Goiás: 4,0%

    Tocantins: 4,1%

    Rio Grande do Sul: 4,2%

    Roraima: 5,0%

    Média Brasil: 5,4%

    Paraíba: 5,4%

    São Paulo: 5,4%

    Rio Grande do Norte: 5,6%

    Maranhão: 6,0%

    Pará: 6,2%

    Distrito Federal: 6,5%

    Acre: 6,6%

    Ceará: 6,6%

    Rio de Janeiro: 7,1%

    Amazonas: 7,5%

    Alagoas: 7,9%

    Sergipe: 7,9%

    Piauí: 8,3%

    Pernambuco: 8,3%

    Bahia: 9,1%

    Amapá: 9,8%

    O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população.

    "Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", assinala.

    Na média nacional, a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% do primeiro trimestre.

    Já entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades. As demais ficaram estáveis.

    Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre.

    Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)

    Maranhão (-0,9 p.p.)

    Espírito Santo (-0,9 p.p.)

    Mato Grosso (-0,9 p.p.)

    Goiás (-1 p.p.)

    Rondônia ( -1 p.p.)

    Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)

    Minas Gerais (-1,2 p.p.)

    Alagoas (-1,3 p.p)

    Tocantins (-1,5 p.p.)

    Acre (-1,6 p.p.)

    Paraíba (-1,6 p.p.)

    Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)

    A pesquisa

    A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

    Queda no desemprego longo

    De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.

    Negros e mulheres acima da média

    O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).

    Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).

    A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. 

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