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    postado em 19/08/2026 15:29

    O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira (19). A data foi instituída com o objetivo de combater a lesbofobia o preconceito, a rejeição ou o ódio contra mulheres lésbicas , a violência com base em orientação sexual e identidade de gênero e também pela luta para conquistar direitos.

    A iniciativa homenageia a mobilização do dia 19 de agosto de 1983, no Ferros Bar, no centro de São Paulo, quando mulheres lésbicas se recusaram a aceitar a discriminação e a violência dentro de um espaço e se levantaram contra a censura e a tentativa de silenciamento no local.

    Neste dia, há 43 anos, a administração do espaço proibiu a venda e circulação do boletim Chana com Chana, produzida pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) coletivo que existiu de 1981 a 1990.

    O chamado Levante do Ferros Bar tornou-se um marco da resistência lésbica brasileira por liberdade de expressão e direitos.  

    Esta foi a primeira manifestação organizada por lésbicas contra a discriminação, realizada em plena ditadura militar. Elas também reivindicaram o direito civil de existir, falar, circular e se organizar.

    Entre as protagonistas da ocupação do espaço estava a ativista brasileira Rosely Roth (1959-1990 - imagem em destaque), considerada uma das pioneiras do movimento lésbico brasileiro.

    Resistência lésbica

    Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Capa do Jornal Chana com Chana.. Foto: Chanacomchana/Divulgação

    A publicação Chana com Chana foi o primeiro periódico brasileiro voltado exclusivamente para o público lésbico, criado em janeiro de 1981, em São Paulo. Ao todo foram publicadas 13 edições até 1987.

    O boletim da imprensa alternativa trazia em suas páginas entrevistas e textos focados em política, artes e na luta por diretos civis de lésbicas, pela visibilidade da população LGBTQIAPN+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros/travestis, queer, intersexo, assexuais, pansexuais, não-binários, o + é para outras identidades de gênero).

    Mês da Visibilidade Lésbica

    No Brasil, agosto é também chamado de Mês da Visibilidade Lésbica por ter duas datas de comemoração e marca um período de debates sobre direitos. Além do Dia Nacional do Orgulho Lésbico, há a celebração do Dia da Visibilidade Lésbica, em 29 de agosto.

    A data foi criada há 30 anos por ativistas brasileiras durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), ocorrido em 29 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro.

    Símbolo do movimento lésbico

    Em janeiro de 2003, durante o III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, ativistas lésbicas do Brasil, da América Latina e do Caribe aprovaram a incorporação de símbolos de lésbicas na tradicional bandeira arco-íris do movimento LGBT. O objetivo é promover a visibilidade à luta deste grupo pela garantia de direitos.

    Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. bandeira lésbica brasileira. Foto: Bandeira lésbica brasileira/ Divulgação
    Bandeira com incorporação de símbolos - Bandeira lésbica brasileira/ Divulgação

    A representatividade lésbica na bandeira é marcada por:

    • duplo espelho de Vênus: representa a atração e a união entre mulheres;
    • lábris (machado de dois gumes/dupla lâmina): usado por amazonas e simboliza a força e a independência das mulheres;
    • triângulo preto: tatuado nas prisioneiras lésbicas, pelos nazistas, nos campos de concentração;

    Como denunciar

    Caso de discriminação, violências e outros desrespeitos aos diretos de pessoas LGBTQIAPN+ devem ser denunciados no Disque Direitos Humanos, o Disque 100.

    O serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) funciona diariamente, 24 horas, por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.O atendimento é imediato e é garantido o sigilo de quem liga.

    As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel. Basta discar o número 100. 

    Também é possível utilizar o Disque 100 por meio do Telegram, basta digitar Direitoshumanosbrasil, na busca do aplicativo.

    Qualquer cidadão pode reportar algum fato relacionado a violações de direitos humanos, da qual seja vítima ou tenha conhecimento.

    As denúncias de violações de direitos humanos são registradas e analisadas pela equipe do Disque 100 e, posteriormente, encaminhadas aos órgãos competentes (de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos). 

    Em situações de emergência, a Polícia militar local poderá ser acionada pelo telefone 190.

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