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    postado em 08/09/2026 11:10

    Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta conjunta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, para pedir que o colegiado investigue de forma rigorosa as denúncias envolvendo ministros da Corte.

    No texto, os signatários pedem convocação de sessão pública para discutir os fatos e classificam a situação como a "mais aguda crise" da história da Suprema Corte. 

    Sem citar nomes ou episódios específicos, os magistrados sustentam que a gravidade dos episódios divulgados afeta diretamente a confiança da população na Justiça e coloca em risco a estabilidade das instituições democráticas do país. 

    [Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.

    Assinam a carta:

    1. Ayres Britto; 
    2. Carlos Velloso; 
    3. Celso de Mello; 
    4. Cezar Peluso; 
    5. Ellen Gracie; 
    6. Eros Grau; 
    7. Francisco Rezek; 
    8. Ilmar Galvão; 
    9. Joaquim Barbosa; 
    10. Nelson Jobim; 
    11. Néri da Silveira; 
    12. Rosa Weber; 
    13. Sydney Sanches.

    Nota a jornalistas

    Em nota à parte, endereçada a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu a Corte entre 1997 e 1999, destacou que todo ministro deve agir de forma a impedir que eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis lancem suspeitas sobre o STF. 

    Para Mello, nenhuma autoridade pública pode invocar a dignidade do cargo para furtar-se a prestar satisfações à opinião pública.

    Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros.

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