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    postado em 10/09/2026 16:16

    Pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia, o faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o indicador registra queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Apesar da retração no faturamento, os demais indicadores apresentaram pouca variação no mês, sinalizando estabilidade no desempenho do setor.

    O destaque nesse mês fica por conta do faturamento: houve queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

    Os principais números são:

       Faturamento: -2% em julho; -0,5% no acumulado do ano;
       Emprego: +0,2% em julho; -0,6% no ano;
       Massa salarial: +0,2% em julho; +0,6% no ano;
       Rendimento médio: estabilidade em julho; +1,2% no ano.

    Produção estável

    O percentual de horas trabalhadas na produção aumentou 0,2% em julho, ante junho. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,3% para 77,4%, alta de 0,1 ponto percentual.

    No acumulado de janeiro a julho, porém, os indicadores apresentam resultados negativos:

       Horas trabalhadas: queda de 1% ante os sete primeiros meses de 2025;
       Utilização da capacidade: recuo de 0,8 ponto percentual;
       Faturamento: baixa de 0,5% no período.

    Para a CNI, o resultado reforça o quadro de desaquecimento da atividade industrial observado ao longo do ano.

    Juros afetam demanda

    Segundo Marcelo Azevedo, a combinação entre juros elevados e maior endividamento das famílias tem contribuído para reduzir a demanda por produtos industriais.

    A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral.

    De acordo com o gerente da CNI, esse movimento se reflete na redução das horas trabalhadas, do faturamento e da utilização da capacidade instalada, com impactos também sobre o emprego.

    Azevedo destacou ainda que a comparação anual ocorre com um período em que a indústria apresentava demanda mais aquecida.
     

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