
No longa, Evaristo interpreta Jacira, uma mulher aposentada que compartilha com o marido, Gilberto, a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida. O filme acompanha a rotina desse casal por cinco décadas, desde a juventude. A vida do casal, porém, muda quando Jacira adoece e é internada. O filme ganhou o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Além de estrear o filme de abertura da mostra, Conceição Evaristo será uma das homenageadas do festival e receberá o Troféu Horizonte. A coordenadora-geral do CineBH, Raquel Hallak, afirma que a homenagem é um forma de destacar a trajetória da escritora na literatura e a chegada dela ao mundo do cinema.
É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música, diz.
Cinema latino-americano
A edição deste ano do CineBH discute o futuro do cinema latino-americano.
A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina? indaga Raquel Hallak.
Além de Conceição Evaristo, a mostra homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina. Nascida em Assunção em 1971, Encina começou a fazer audiovisual nos anos 1990 em um país de produção historicamente descontínua e sucessivos períodos autoritários. Mesmo assim, conseguiu fazer seus filmes circularem internacionalmente. As obras dela têm, quase sempre, uma temática que envolve a história do Paraguai.
A programação completa da mostra está no site do festival.
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