
A censura já começou, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.
Segundo Janones, o canal Exército do Lula tem 3,3 milhões de pessoas e foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No pedido ao TSE, a campanha do candidato do PL alega que Janones teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra Flávio, com conhecimento e benefício do candidato à reeleição.
Segundo a denúncia, a estrutura usava o canal de WhatsApp para distribuir missões de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa.
Janones, reeleito com cerca de 79 mil votos, nega a acusação. Na noite de sábado (10), ele fez uma live pelo Instagram e afirmou que o canal estava apenas na fase de inclusão de perfis e explicações de como funcionaria, sem ter divulgado uma notícia sequer.
Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses [então] 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda, afirmou.
Janones sustenta que a ação do PL foi motivada por medo da atuação dele nas redes sociais.
Na publicação deste domingo, ele explica que a decisão do TSE o impede de criar outro canal no YouTube, mas não o impossibilita de seguir com mobilização no Instagram.
Nós não vamos nos calar, vamos continuar, afirmou.
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