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    postado em 25/10/2026 19:42

    O voto é facultativo a partir dos 16 anos e obrigatório para os brasileiros de 18 a 70 anos. Mas um público bem mais jovem foi às seções eleitorais no segundo turno das eleições. São crianças levadas por mães, pais e responsáveis para ver como funciona a democracia na prática e na urna.

    A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli levaram o filho e o cachorro da família ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, em Brasília. Todos testemunharam o momento de escolha do presidente que vai governar o Brasil de 2027 a 2030.

    Vinda de Goiânia há quatro anos, Polyana Carla votou pela primeira vez na capital federal. E ela quis que o filho fizesse parte desse momento.

    Ele participar disso é muito importante. Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil. Nosso filho faz parte dessa democracia, que tem que ser positiva para seu futuro.

    Polyana Carla defende que os governantes pensem em políticas que extrapolem o período de cada mandato.

    A gente tem que pensar no futuro das próximas gerações e não apenas no agora. O trabalho de qualquer governante tem que ser pensado a longo prazo.

    Brasília (DF), 25/10/2026 - Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

     A companheira dela, Luísa, diz que transmite ao filho o legado recebido dos pais dela e vê como necessário o fato de o filho compreender o dever do exercício do voto.

    Este é um dos momentos mais importantes da nossa vida como cidadão. Não podemos não atuar para o nosso futuro. Não adianta ficarmos só reclamando, se não fizermos por onde.

    Por isso, muito além dos dias de votação, Luísa Malagoli enfatiza a necessidade de o povo cobrar ações de governantes e de legisladores como vereadores, deputados distritais e estaduais em prol do bem comum.

    Direitos das meninas e mulheres

    Com o E-título no celular e uma filha em cada mão, a analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes trouxe as suas filhas Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, para acompanhá-la na votação.

    É muito importante, desde cedo, a gente já ensinar os nossos filhos, os nossos irmãos mais novos, todos eles, sobre a importância de a gente ter o nosso direito de voto e saber como é que funciona todo o processo.

    Logo após votar no Varjão, a 13 quilômetros do centro de Brasília, Elizabete declara que sua escolha é totalmente consciente por um futuro melhor para suas filhas.

    Eu sou uma mulher. E votar tem um peso enorme para nós que somos mulheres brasileiras, já que esta conquista não faz tanto tempo que a gente conseguiu.

    A referência dela é ao voto feminino no Brasil, instituído apenas em 1932.

    Próximas gerações

    Na mesma escola pública, Siomara Chao, de 59 anos, levou o neto Iyaz, de 4 anos, por patriotismo, mesmo que o menino ainda não entendesse bem as consequências das escolhas feitas na cabine de votação.

    Iyaz já canta o Hino Nacional na escola dele, que também ensina o patriotismo. O que acho superpositivo.

    Brasília (DF), 25/10/2026 - Plínio Delltenna e Siomara Nunes em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Plínio Delltenna e Siomara Chao em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Ao lado do marido, o mecânico Plínio de La Pena, de 72 anos, Siomara justifica que suas opções nas urnas foram por candidatos que possam garantir o futuro dos quatro filhos e dos 12 netos.

    Vir aqui, no domingo, é exercer a nossa cidadania. Fazer valer uma mudança, um progresso futuro para os nossos netos, para os nossos filhos. Algo melhor.

    Segurança 

    Arcanjo Miguel Mota da Silva, de 7 anos, nem sabe ainda porque acompanhava o pai, Nilsemar Ferreira da Silva, no local de votação.

    Mesmo assim, o pai acredita que seu o filho já é beneficiado pelo voto que digitou.

    É importante para ele começar a entender a respeito do que que se trata a política.

    Quero um país melhor. Quero poder sair de casa sem medo de nada, ter segurança. E também priorizo a educação para as crianças.

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