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    postado em 26/10/2026 10:45

    A Polícia Federal (PF) investiga se problemas na circulação de ônibus no segundo turno da eleição, no último domingo (25), prejudicou o trânsito de eleitores. Um inquérito policial foi aberto para apurar a situação em Sergipe, mas há investigações também sobre ocorrências nos estados de São Paulo, da Bahia, de Alagoas e do Piauí.

    A PF informou que pretende apurar as circunstâncias da redução das frotas de ônibus em circulação em alguns locais desses estados e também se isso impediu ou dificultou o voto de eleitores. O artigo 297 do Código Eleitoral prevê que responsáveis por impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio estão sujeitos a pena de seis meses de prisão e pagamento de multa.

    São fatos que ainda estão em apuração. A Polícia Federal tem trabalhado junto aos tribunais regionais eleitorais, ao Ministério Público Eleitoral, assim como às demais polícias, disse o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, em coletiva no domingo.

    Ele informou que diligências estão em andamento nesses expedientes, com oitivas de pessoas e apurações nos locais.

    A redução dos ônibus em circulação motivou a campanha do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pedir a prorrogação do horário de votação nesses locais, o que foi acatado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação foi prorrogada por mais duas horas, até as 19h.

    Até o início da noite de domingo, a PF informou que abriu três inquéritos, lavrou 44 termos circunstanciados e conduziu 56 pessoas a delegacias, para apurar os mais diversos crimes eleitorais. A maior parte dos casos foi de violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.

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