MAIS LIDAS

    postado em 03/11/2026 20:14

    O El Niño de 2026 atingiu mais um marco histórico de aquecimento, de acordo com dados divulgados na tarde desta terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

    No mês de outubro, a temperatura da superfície do mar na área do El Niño 3.4 registrou uma anomalia positiva de 2,47 graus Celsius (°C), o maior para esse mês e que configura o fenômeno como muito forte.

    Na área do El Niño 3, que de acordo com o Inmet é de grande influência para o clima na América do Sul, a anomalia mensal foi de 3,56 .

    Ambas as áreas estão localizadas no Oceano Pacífico. 

    Recordes no Pacífico

    A análise dos dados semanais, cuja série tem início em 1981, também evidencia, segundo o Inmet, valores extremos em outras regiões de monitoramento do Pacífico Equatorial.

    Na área El Niño 1+2, localizada na costa do Peru e Equador, na última semana de outubro, a anomalia atingiu +4,6 °C, igualando o maior valor de toda a série semanal, registrado em junho de 1983. Essa área tem baixa influência no clima do Brasil. 

    Já na El Niño 3, a anomalia chegou a +3,7 °C na última semana de outubro, estabelecendo um novo recorde na série semanal e superando o valor anterior de +3,6 °C, registrado em dezembro de 1982.

    El Niño

    O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. O fenômeno altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil.

    Em 2026, o fenômeno começou a ser configurado em junho e apresentou um padrão de rápido aquecimento nos meses seguintes. O evento deste ano apresenta possibilidade de ser um dos maiores já registrados, conforme a Organização Mundial de Meteorologia.

    O Inmet esclarece que a severidade dos impactos depende da intensidade do episódio, da época do ano e de fatores atmosféricos regionais. O acompanhamento contínuo das próximas semanas, segundo o instituto, segue fundamental para avaliar a evolução do episódio e seus possíveis impactos sobre o clima brasileiro.

    Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:

    Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. Clique aqui e saiba mais.