
A Mulher na Janela: suspense psicológico da Netflix explora medo e paranoia - (crédito: Obeservatório da TV)
Lançado na Netflix, A Mulher na Janela é um thriller psicológico que aposta na tensão constante e no olhar subjetivo de sua protagonista para conduzir a narrativa. Inspirado no livro homônimo de A. J. Finn, o filme acompanha a trajetória de Anna Fox, interpretada por Amy Adams, uma psicóloga infantil que sofre de agorafobia e passa os dias isolada em sua casa, observando a vida dos vizinhos pela janela.
A rotina da personagem muda quando ela acredita ter testemunhado um crime na residência em frente. A partir desse momento, a trama se desenrola em meio a dúvidas, contradições e revelações que colocam em xeque a credibilidade da protagonista. O enredo explora a linha tênue entre percepção e realidade, fazendo com que o público questione se os fatos narrados por Anna são verídicos ou fruto de sua condição psicológica fragilizada.
Com direção de Joe Wright, o longa aposta em recursos visuais e sonoros para intensificar a sensação de claustrofobia e paranoia. Os cenários limitados, os jogos de câmera e a paleta de cores carregada de sombras contribuem para a atmosfera de mistério, enquanto as atuações reforçam o clima de desconfiança que permeia todo o enredo. Além de Amy Adams, nomes como Gary Oldman e Julianne Moore agregam peso dramático à produção.
Mais do que um suspense sobre um crime, A Mulher na Janela se propõe a discutir os efeitos do isolamento e as fragilidades emocionais de quem lida com traumas. O filme reflete sobre como a mente pode ser tanto uma aliada quanto uma armadilha, levando o espectador a confrontar medos íntimos e a incerteza diante da própria percepção da realidade. É uma obra que dialoga com clássicos do gênero, mas também abre espaço para debates contemporâneos sobre solidão e saúde mental.
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