Homero Salles desmente diretor do Viva a Noite e afirma: “É uma decepção geral. Não esperava - (crédito: Obeservatório da TV)
Homero Salles voltou a opinar sobre a volta do Viva a Noite no SBT. Ele, que é um dos criadores e ex-diretor do programa original nos anos 1980, afirmou estar decepcionado com a emissora. Em entrevista ao site NaTelinha, Homero comentou sobre a repercussão que seu post no LinkedIn, feito logo após a estreia do programa no sábado (28), alcançou e lamentou a maneira como o SBT levou sua crítica à coletiva de lançamento.
Um cara que criou, dirigiu, fez tudo pelo Viva a Noite e não sabe se o programa foi ao vivo ou não?, disse em resposta ao diretor atual do semanal, agora comandado por Luis Ricardo. Na segunda-feira (30), Jefferson Cândido declarou que o Viva a Noite nunca foi ao vivo. Tá todo mundo perguntando, mas era ao vivo?, levantou. Tá todo mundo perguntando não, uma pessoa só, na realidade, rebateu Fabiano Wicher, também diretor da atração.
Enquanto a coletiva acontecia, a fala rapidamente chegou ao conhecimento de Homero. Eu não conheço nenhum colunista de TV burro. Então, obviamente, quem estava lá me ligou. Porque perceberam na hora que isso estava relacionado ao que eu tinha escrito, explicou. Para ele, isso prova que não querem ajuda.
Salles relembrou ainda que o Viva a Noite saiu da semana para o sábado não por questão de audiência, como disse Cândido, mas por decisão estratégica junto a Silvio Santos, Gugu Liberato e Nelly Raymond. Naquela época demorava uma semana pra gente ter acesso à audiência. Não havia minuto a minuto, não havia nada. Era o dia correto pra colocar o programa. Nós pleiteamos junto ao Silvio e conseguimos mudar para o sábado.
Ao ser questionado sobre a repercussão da crítica, Homero disse: Realmente, não. Achei que teria um pouco de repercussão principalmente com vocês da imprensa, eu sabia. É o ex-diretor falando do novo, né? Isso eu sabia que poderia ter. Agora, não iria imaginar que morderiam a linhada inteira e mais a vara, né? Não foi só o anzol.
Ele reforçou que sua intenção era apenas ajudar: Graças ao bom Deus, não preciso de emprego. Não estou pedindo emprego. Todas as vezes que conversei com a Daniela [Beyruti], com o pessoal de lá, conversei despretensiosamente por um negócio que você vai falar: Ah, que ingenuidade!. Mas pra mim tem importância: eu devo muito da minha vida ao Silvio. O Silvio mudou minha vida. Então, vontade de ajudar a Daniela.
Homero relembrou também os bastidores da criação: Chega um programa que eu criei, aí não tem Nelly Raymond, a Nelly vinha no dia do pagamento… O Gugu trabalhava na Rádio Capital. Eu ia para a Rádio Capital nos intervalos do programa do Gugu. A gente não tinha nem cadeira. A gente fazia o roteiro literalmente nas coxas. Isso é uma criação minha e do Gugu. E aí você acha que eu não tenho lugar de fala pra criticar? A minha crítica foi super leve. Botei algumas coisas pontuais. Não citei nome, não falei de diretor. Não era isso. E aí os caras me metem isso numa coletiva?
Sobre o cenário da nova versão, comentou: O que eu quis dizer de cenário grande é conceitual da intimidade daquele programa com a lente da câmera. O Viva a Noite era intimista. Ele não era show. O Domingo Legal era show. O Viva a Noite não era show. E o cenário aberto do jeito que foi concebido, mais aquela câmera central que abre a lente e dá amplitude, deixa o cenário sem identificação com o público. É como música de câmara e música de orquestra. A música de câmara tem intimidade. A orquestra é grandiosa. Então, é isso. Decepcionante.
Homero disse ainda que ficou decepcionado por ninguém ter a humildade de ligar para pedir conselhos: Eu esperava que o Luis, ou um dos dois diretores ligassem. Eles têm meu número. O Jefferson fez o documentário do Silvio comigo. Pô, eu li, que chato. Mas você, com todo o conhecimento que você tem do Viva a Noite, pode me dar umas dicas?. Eu ia dar com o maior prazer. É uma decepção geral. Não esperava.
Ele concluiu dizendo que recebeu mensagens de pessoas do próprio SBT concordando com sua crítica: Não vou citar nomes, mas recebi. E é gozado, quando eu posto isso, a maior parte dos leitores é do SBT. O público para quem se dirige é aquele que eu escrevi no LinkedIn. E o feedback desse pessoal geralmente é positivo. Agora, minha relação com o SBT, acredite em mim, é simplesmente querer ajudar em agradecimento a tudo que o Silvio modificou na minha vida.
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